PROFECIA E COERÊNCIA ECOLÓGICA RUMO À COP-30
A medida que o mundo se aproxima da COP-30, que acontecerá de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém/PA, a Igreja é chamada a despertar as consciências para o cuidado com a Casa Comum. O capítulo IX da Gaudium et Spes lembra que “no íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não é ele quem se dá, mas à qual deve obedecer. […] A sua dignidade está em obedecer a essa lei” (GS, 79). É essa voz interior que nos chama a cuidar da vida e promover a paz.
O Concílio também ensina que “a paz não é a simples ausência de guerra, mas a obra da justiça” (GS, 78). Hoje, percebemos que a injustiça ambiental é também uma forma de violência. Quando destruímos a natureza e exploramos o que Deus nos confiou, negamos a justiça e comprometemos a paz.
É por isso que causa indignação ver empresas que provocaram enormes tragédias ecológicas, como a Braskem em Maceió, participando de eventos sobre sustentabilidade. Não há coerência entre o discurso verde e a destruição de vidas e territórios.
A Gaudium et Spes recorda ainda que “as nações devem cooperar umas com as outras de boa fé para o bem de todos” (GS, 82). Essa cooperação exige consciência, responsabilidade e coragem moral.
Rumo à COP-30, a Igreja deve ser voz profética, lembrando que cuidar da Terra é cuidar da dignidade humana. Como ensina o Concílio, a verdadeira paz nasce no coração que escuta sua consciência e escolhe sempre o bem.
(Pe. José Neto de França - Sacerdote, Escritor e Nutricionista Integrativo)



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